Samsung praticamente monopoliza mercado de telas OLED no primeiro trimestre

Que a Samsung é uma das maiores fabricantes de telas do tipo OLED muita gente já sabe, sendo a sul-coreana responsável por produzir displays para os mais variados tipos de produtos. Segundo um relatório liberado pela UBI Research, entretanto, a fatia de mercado pela qual a empresa é responsável pode ser ainda maior do que muitos imaginavam, fazendo com que ela seja praticamente a única a vender neste nicho.

De acordo com o que foi revelado, a Samsung sozinha foi responsável por 95% das vendas de painéis OLED no primeiro trimestre de 2016, o que corresponde a algo em torno de 86,7 milhões de unidades. Considerando o número total de 91,3 milhões de displays vendidos durante o período, temos um claro aumento em relação aos primeiros três meses de 2015, algo implicado principalmente pelo aumento do uso deste tipo de tela em smartphones.

A principal concorrente da Samsung neste mercado é sua conterrânea LG, que vem melhorando sua divisão de painéis OLED para tentar diminuir a hegemonia da dona da linha Galaxy. Levando em conta que a Samsung está utilizando praticamente todo o dinheiro recebido com este aumento exponencial na demanda por telas OLED para a ampliação de suas fábricas, buscando aumentar sua produção mensal de 15 mil unidades para 105 mil até o final de 2016, pode-se dizer que a LG terá um longo caminho a percorrer caso queira de fato apresentar alguma ameaça.                                                                                                                      
  Vale lembrar que estes números devem crescer ainda mais nos próximos meses, já que as fabricantes chinesas estão praticamente fazendo fila para utilizar a tela curva presente no Galaxy S7 Edge em seus dispositivos, além da própria Apple ter supostamente encomendado cerca de 100 milhões de displays OLED para os iPhones de 2017. Caso a sul-coreana seja capaz de suprir toda esta enorme demanda, ela se consolidará cada vez mais neste setor, demonstrando assim que não é "refém" de sua divisão de smartphones.

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