Lee Kun-hee, o poderoso chefão da Samsung

Saiba quem é o homem que pouco aparece, mas é o responsável por comandar uma das maiores empresas de tecnologia do mundo.
 
A Apple tinha Steve Jobs e agora tem Tim Cook. A Microsoft tinha Bill Gates e agora tem Steve Ballmer. A Google tem Sergey Bin e Larry Page. Mas quem é o homem responsável por transformar a Samsung em uma das maiores empresas do planeta? Se você pensou um pouco e não conseguiu responder, não se assuste. Le Kun-hee, um dos homens mais ricos e poderosos do mundo da tecnologia, não é mesmo muito conhecido.
Aos 70 anos e com uma fortuna pessoal estimada em 7,4 bilhões, Lee Kun-hee é filho e Lee Byung-Chul, que fundou a companhia em 1938 inicialmente como uma loja que vendia peixe seco para a China. Mais de 70 anos depois, a empresa deixou de lado seu ramo original para expandir seus negócios por diversas áreas, desde aparelhos eletrônicos até a fabricação de navios.

República Popular da Samsung

Lee Kun-hee, o poderoso chefão da Samsung
A Samsung é vista hoje como um orgulho para a Coreia do Sul. Uma das empresas mais prestigiadas do planeta, ela reúne na atualidade as pessoas mais talentosas do país, e pelo menos 25% dos seus 254 mil empregados têm grau de doutor ou titulação equivalente. Não é pouca coisa.
Casado e pai de três filhos, todos eles trabalhando na Samsung e sendo preparados para integrar a linha de sucessão do grupo assim que Kun-hee se aposentar, o poderoso chefão da empresa sul-coreana é o principal responsável pelos negócios da marca há 25 anos. Hoje a empresa é 39 vezes maior do que quando ele a assumiu, em 1987, e responde por nada menos do que 20% do PIB da Coreia do Sul.

A hora da virada

Embora os números certamente qualifiquem Lee Kun-hee como um dos executivos mais importantes da história da indústria, isso não significa que ele esteja imune a uma série de controvérsias que marcaram a sua carreira. Acusações de corrupção, escândalos envolvendo desvios de dinheiro e batalhas judiciais intermináveis fizeram dele um homem temido por muitos.
Lee Kun-hee, o poderoso chefão da Samsung (Fonte da imagem: Reprodução/The Verge)
Sob o seu comando, seis anos depois de ele assumir, a empresa promoveu uma verdadeira transformação, mudando desde a logo até os valores e a filosofia de trabalho. “Mudem absolutamente tudo, menos a esposa e os filhos”, teria dito à época aos funcionários do grupo. A aposta ousada, como percebemos anos depois, se mostrou uma decisão acertada.
Àquela época, o modelo da indústria de eletrônicos eram as eficientes companhias japonesas. Lee se inspirou no Ocidente para trazer para a Samsung o melhor dos dois lados do planeta, adotando incentivos para os funcionários baseados em méritos, além de compensações financeiras e promoções quando necessário. Somado a isso, manteve a qualidade característica das linhas de produção japonesas.

Gênio ou vilão?

Entretanto, nem tudo é perfeito nos bastidores da companhia. Um livro chamado “Think Samsung”, escrito por um ex-diretor da companhia, trouxe à tona alguns aspectos da corrupção pessoal de Lee Kun-hee. Ele teria desviado pelo menos US$ 10 bilhões das subsidiárias da Samsung, destruído as evidências e pago a membros do alto escalão do governo para que eles permanecessem em silêncio quanto a isso.
Lee Kun-hee, o poderoso chefão da Samsung (Fonte da imagem: Reprodução/Business Week)
A reação à obra dividiu a Coreia do Sul. A mídia se recursou a dar muita atenção para o fato e muitos defenderam que atacar a companhia que é um dos orgulhos do país seria um insulto. Entretanto, após o escândalo, em 2008, Lee Kun-hee se demitiu da Samsung, sendo indiciado e considerado culpado por apropriação indébita e sonegação de impostos.
Apesar de ter sido condenado a uma pena de sete anos de prisão e multa de US$ 350 milhões, um recurso permitiu que ele cumprisse apenas três anos e meio de suspensão e se livrasse das acusações pagando “apenas” US$ 100 milhões de multa – o equivalente a menos de 2% do seu patrimônio.
Meses depois, Lee Kun-hee voltou à presidência da empresa e intensificou seu trabalho no Comitê Olímpico Internacional, organização da qual ele é membro e lidera um movimento para que a cidade de Pyeonchang, na Coreia do Sul, sedie as Olimpíadas de Inverno de 2018.
Gênio ou vilão, Lee Kun-hee tem os seus méritos por transformar uma companhia que era tida como “apenas uma entre tantas” em uma das mais rentáveis e lucrativas empresas do novo século. Até onde ela pode chegar é difícil dizer, entretanto não é nenhum exagero afirmar que, assim como tantos outros, Kun-hee já escreveu o seu nome na história.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Rasteira no Tinder e Facebook: Badoo permitirá "encontro" com seu match sem sair de casa

A retrocompatibilidade do Xbox One é um dos grandes esforços da Microsoft em suas plataformas de jogos, mas a Sony não considera isso tão útil assim. Embora os usuários do Xbox One possam desfrutar de um catálogo cada vez maior de jogos do 360, recentemente a empresa rival disse que esse recurso acaba sendo "não muito utilizado". Para tentar saber se a compatibilidade com versões anteriores vale a pena, o Ars Technica vasculhou os dados do Xbox Live e descobriu que um pequeno número de 1,5% de uso do Xbox One foi nos títulos compatíveis com versões anteriores. Menos de 2% de uso no Xbox One Dentre os 1,65 bilhões de minutos, os dados mostraram uma média de apenas 23,9 minutos de jogatinas na retrocompatibilidade por usuário do Xbox One, sendo que cada um gasta em média 1.529 minutos no console. As coisas não melhoram muito quando você olha para jogos individuais. O título mais avançado compatível com versões anteriores na amostra do Ars Technica, Call of Duty: Black Ops, foi jogado por três ou quatro de cada 1.000 usuários ativos do Xbox Live. Poder absoluto: Xbox Scorpio impressiona em vários teasers vazados antes da E3 Poder absoluto: Xbox Scorpio impressiona em vários teasers vazados antes da E3 5 Windows 07 Jun Sony não se mostra preocupada com sucesso do Nintendo Switch e ainda alfineta Xbox One Sony não se mostra preocupada com sucesso do Nintendo Switch e ainda alfineta Xbox One 12 Feiras e eventos 06 Jun As taxas de uso de jogos menos populares caem abruptamente, e nenhum outro título compatível com versões anteriores se classifica nos 100 melhores aplicativos do Xbox One em termos de usuários únicos totais. Considerando a metodologia usada, os dados não são concretos, e não consegue medir o quanto compatibilidade com versões anteriores influencia um usuário individual na sua decisão de compra. Resposta da Microsoft Após a publicação da declaração da Sony sobre o assunto, o Vice-presidente corporativo da plataforma de jogos da Microsoft, Mike Ybarra, se pronunciou em sua conta pessoal no Twitter para discordar. Seguir Mike Ybarra ✔ @XboxQwik Disagree. We want gamers to play the best games of the past, current, and future. It's what gamers have asked for. http://kotaku.com/sony-execs-slam-on-old-games-misses-the-appeal-of-the-c-1795825367?utm_medium=sharefromsite&utm_source=Kotaku_twitter … 11: 14 - 6 Jun 2017 Photo published for Sony Exec's Slam On Old Games Misses The Appeal Of The Classics Sony Exec's Slam On Old Games Misses The Appeal Of The Classics How much effort should today’s console makers put into keeping the classics in print and playable on modern hardware? There’s a lot of room for debate, but one PlayStation exec just weighed in with... kotaku.com 736 736 Retweets 1.831 1.831 favoritos Twitter Ads info and privacy Eu discordo. Queremos que os jogadores joguem os melhores jogos do passado, presente e futuro. É o que os jogadores pediram. Logo em seguida, um usuário respondeu essa declaração enviando a Ybarra um gráfico com os dados do Ars Technica. A isso, o executivo respondeu que se trata de uma "visão imprecisa". 6 Jun Lucky @LambentLucky @XboxQwik But few actually do... pic.twitter.com/XbYhq7Zn2H Seguir Mike Ybarra ✔ @XboxQwik @LambentLucky Scraping some data off servers gives an inaccurate view of what people do. 16: 07 - 6 Jun 2017 · Redmond, WA 56 56 Retweets 182 182 favoritos Twitter Ads info and privacy Levantar alguns dados de servidores dá uma visão imprecisa do que as pessoas fazem. E você, o que acha? A retrocompatibilidade faz alguma diferença real?

Além do pretinho básico: duas outras cores do Galaxy Note 8 vazam na web